Entrevista a José Mendes

 

José Mendes foi o primeiro estudante-atleta a participar com as cores portuguesas num Campeonato Mundial Universitário de Ciclismo. Em 2006, o aluno de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores na Universidade do Minho conquistou o 17º lugar. Nessa altura, ainda estava a construir o seu percurso para ser um profissional da modalidade e, refere várias vezes, o importante papel da instituição de ensino no apoio à atividade letiva e desportiva.

 

Foi logo em criança que se dedicou ao Ciclismo. O que despertou a sua paixão pela modalidade?
 
O meu pai sempre praticou ciclismo, não como profissional, apesar de ter participado em algumas provas, mas por lazer e acabou por me passar esse gosto pela bicicleta. Ainda tinha 11 anos quando fiz uma primeira prova e, a partir daí, fiquei a gostar e depois foi um desenrolar normal. Passei por um crescimento normal já tendo como objetivo ficar profissional.
 
 
Na sua opinião, quais as características que definem um bom ciclista?
 
Há vários tipos de ciclista, uns que são melhores para o sprint, outros para a montanha, outros mais completos e são especialistas para grandes provas por etapas. Eu pessoalmente prefiro os ciclistas que conseguem disputar as grandes voltas e conseguem ser completos. Existem vários tipos de ciclistas, que são muito bons, mas cada um na sua especialidade.

 

Foi o primeiro estudante-atleta a participar num Campeonato Mundial Universitário de Ciclismo. O que representou para si esta participação? 

Foi uma experiência muito importante. Na altura foi numa fase crucial da minha carreira, estava entre os estudos e a prática de ciclismo, e o facto de me darem a oportunidade de participar numa prova tão importante, foi muito importante para mim. Foi muito importante ter feito essa participação e sentir o apoio tanto do meu clube, como da universidade que se dispôs para que eu tivesse as condições para estar presente nesse evento. 

 

Que expectativas tinha e que nível encontrou? E como caracteriza a organização da prova comparando com as provas em que habitualmente participa?

 
Na altura não sabia o que me iria esperar. É certo que o nível competitivo, se compararmos com pelotão profissional, é diferente porque, embora hoje em dia já se tenha mais ajuda para conciliar o desporto de alta competição com a universidade, é sempre complicado conseguir render ao máximo nas duas áreas. Mas foi uma prova importante e encontrei lá corredores com uma excelente condição física e acabou por ser uma prova bastante competitiva.
 
 
Na altura estudava Engenharia Eletrotécnica e de Computadores na Universidade do Minho. Como conciliou os estudos com a carreira desportiva?
 
Ainda estava na fase em que não era profissional e aí assim, com muita ajuda da Universidade do Minho, conseguia conciliar as duas coisas. Não era fácil render o melhor no ciclismo, mas tive muito apoio e nessa fase foi possível conciliar. A partir do momento em que passei para profissional, tive que optar pelo profissionalismo e congelar a matrícula na universidade.
 
 
 
 
Atualmente, os corredores André Crispim e Gaspar Gonçalves estão em Tagaytay, nas Filipinas, para competir no Campeonato Mundial Universitário de Ciclismo, numa parceria entre a FADU e a FPC. O que pensa desta relação entre a Federação Portuguesa de Ciclismo e a Federação Académica do Desporto Universitário? Considera que o Desporto Universitário tem um papel relevante na carreira de um atleta?
 
É muito importante haver essa cooperação entre federações para que os atletas possam ser ajudados tanto na parte universitária, como na parte do ciclismo. O facto de darem a oportunidade de participarem num evento como este é muito importante para a carreira de um atleta. É sempre uma honra para o atleta poder participar.
 
 
Portugal vai organizar o próximo Mundial Universitário de Ciclismo, em 2018, no Minho (Braga) precisamente a região onde nasceu. O que espera desta organização e que contributo pode deixar para a modalidade?
 
É sempre de louvar o facto de termos conseguido atrair um evento de nível mundial para a nossa região e não tenho dúvidas que as entidades que estão envolvidas, irão organizar um excelente evento.

 

 

 

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