Um ano de mandato: Filipa Godinho em entrevista

8 de janeiro de 2014 foi a data de Tomada de Posse da Direção da FADU, encabeçada por Filipa Godinho. Após um ano, a Presidente da FADU, em seu nome e da sua equipa, respondeu a algumas questões e faz o balanço dos factores mais relevantes do seu mandato, mas também do seu percurso pessoal e profissional.

“Hoje tenho a capacidade, a audácia e a confiança que este projeto merece”
Há um ano atrás, esta foi a forma como, no teu discurso de Tomada de Posse como Presidente da FADU, descreves-te o sentimento ao agarrar este desafio. Após um ano, qual a tua motivação relativamente ao papel que desempenhas e a qual a exigência que este pressupõe?
Passado um ano, a motivação é ainda maior, bem como a exigência. Este período de aprofundamento do conhecimento da realidade interna da estrutura, permite-me hoje identificar claramente quais os desafios, as barreiras e as dificuldades e, paralelamente, identificar os pontos fortes e potenciá-los. Esta é uma estrutura extremamente vasta. Atuamos em três áreas estruturais, o Ensino Superior, o Desporto e a Juventude, que se ligam a inúmeras outras e portanto só pode requerer uma grande exigência e empenho.

Por exemplo?

Neste primeiro ano, juntamente com a restante direção, foi possível limar algumas arestas, bem como testar novos modelos, não só internamente, ao nível do funcionamento, como externamente, no caso do modelo competitivo universitário e da Plataforma da FADU, sempre com o intuito de adequar às necessidades diárias do core business da FADU, o desenvolvimento da atividade nacional. Após esta fase inicial de desenvolvimento, entendo que estas medidas começam a dar frutos e que o resultado será muito positivo.

No panorama internacional, continuamos bastante ativos a nível mundial e permanecemos no topo da organização e participação europeia. Face à dimensão do nosso país e dos recursos disponíveis, sobretudo financeiros, somos conhecidos por “fazer muito com pouco”. Particularmente no que toca à organização de eventos, Portugal tem-se destacado pelo rigor, qualidade e envolvimento. Isto é possível, devido a todo o trabalho que é diariamente interligado com todas as estruturas que participam, colaboram e trabalham e que fazem parte do universo da FADU. Perante esta amostra do grande potencial que o desporto universitário tem, só poderia estar extremamente motivada para que este segundo ano seja ainda melhor e mais marcante que o primeiro.

Incontornável, este ano, vai ser o destaque à comemoração do 25º Aniversário da FADU, no qual pretendemos reconstituir muito daquele que foi o percurso da FADU até agora e que certamente também ajudará a uma melhor projeção do futuro.



Na tua opinião, como vês a evolução da FADU e do Desporto Universitário? O que falta mudar?
O desporto Universitário tem um potencial enorme. Afirmo isto, pela sua capacidade de se interligar com os vários níveis, vertentes e áreas do desporto em Portugal.

Acredito que podemos ser um vetor fulcral no quadro do sistema desportivo nacional. Durante o percurso educativo que cada indivíduo percorre, estou certa que surgirá a oportunidade de relacionamento e desenvolvimento com cada uma das modalidades, sendo certo que a ligação com cada desporto surge bem mais cedo e daí entender que o desporto escolar tem igualmente um papel fundamental.

Por estas razões acredito também que, no dia em que o sistema desportivo entender este papel importante de ligação entre a educação e o desporto, sairemos todos a ganhar e o desporto escolar e universitário irão finalmente ser potenciados como realmente merecem.

Uma das grandes batalhas com a qual a FADU também se tem vindo a encarar, é a sensibilização das instituições de ensino superior, facto que entendo que gradualmente tem vindo a ser conseguido. Há já uma visão abrangente da importância do desporto, com preocupação em instituir o estatuto de estudante-atleta adequado às necessidades e que permitam conjugar o percurso académico, com uma prática desportiva ativa. Existem também várias Instituições de Ensino Superior que se potenciam e elevam o seu nome através do desporto, quer a nível nacional, quer internacional. Acredito que estamos num bom caminho. Este é sem dúvida um trabalho contínuo, iniciado há muito tempo e que se vai prolongar, mas aos poucos vão-se “ganhando” batalhas importantes em prol da dignificação do papel do estudante, do praticante e do atleta.

Há ainda uma área de intervenção que entendo que deve ser rapidamente sinalizada, para que o desporto universitário possa demonstrar a sua real extensão – a atividade interna desenvolvida dentro das instituições de ensino superior pelos seus vários intervenientes, em grande parte pelas suas Associações Académicas e de Estudantes. Infelizmente ainda não nos foi possível quantificar e mapear toda esta atividade. Estamos agora com um projeto em curso que poderá auxiliar a esta identificação, mas para percebermos esta dimensão do desporto universitário, vamos precisar que haja um trabalho global e partilhado de identificação e registo.



Qual o projeto que se tornou/torna mais desafiante deste primeiro ano de mandato?
Acho que o trabalho de Presidente e de toda a equipa é diariamente desafiante. Se por um lado, ter uma direção que provém das várias academias do país, é extremamente rico e pode congregar diferentes pontos de vista e formas de funcionar que enriquecem toda a estrutura, por outro a distância e a dificuldade de estarmos em vários momentos onde somos precisos, leva-nos a ter de criar “mil e uma” estratégias e descobrir todos os métodos possíveis e formas de corresponder com estas necessidades, que nem sempre é fácil. Mas como se costuma dizer “se fosse fácil não tinha piada”. Este é sem dúvida, de uma forma mais geral, um grande desafio com que toda a direção está comprometida.

Destaco particularmente o trabalho em volta do Estatuto Estudante-Atleta que, por sua vez, agrega outros pontos importantes como é o caso do seguro escolar e desportivo.

Mais difícil que alterar metodologias é alterar mentalidades. Temos procurado provocar e captar a atenção para o tema. Ambas as Secretarias de Estado, do Desporto e Juventude e do Ensino Superior, bem como, diversas estruturas que de alguma forma se interligam à temática das carreiras duais, têm já vindo a trabalhar neste assunto com a FADU, conseguindo sensibilizar cada vez mais o nosso universo para o tema. Há já alguns progressos, no entanto, ainda pouco efetivos para o objetivo fundamental.

Há vários anos ligada ao associativismo, que impacto esse facto teve na tua vida pessoal e profissional, até hoje?
Acho que já se vai tornando difícil de imaginar uma realidade que não seja aquela com que me deparo hoje em dia. Com a sorte mas também com o empenho, dedicação e mérito que acredito serem necessários, tive a possibilidade de construir este meu percurso paralelo à minha formação académica. Sendo o desporto uma área que sempre me conquistou, fui-me desafiando para vários papéis dentro do associativismo, sobretudo ligados a esta área.

Acho que de nenhuma outra forma conseguiria, com 25 anos, ter passado por todas as experiências e responsabilidades que já passei, e com as quais ainda me deparo, sem ser através do associativismo.

Sou, sem dúvida, uma pessoa e uma profissional mais completa a todos os níveis. Independentemente do que isso se possa vir ou não a traduzir no meu futuro profissional, não me arrependo em nada, das inúmeras horas despendidas em prol dos vários papéis que tive e ainda tenho no associativismo juvenil.

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